Brasileirão

A demissão de Tite no Cruzeiro eleva à seis técnicos em 2026

O desligamento de Tite na direção técnica do Cruzeiro, ainda no último domingo após empate em 3 a 3 diante do Vasco, engrossa a lista de um treinador demitidos por rodada no Campeonato Brasileiro na atual temporada.

Tite, que dirigiu a Seleção Brasileira nas Copas de 2018 e 2022 e passou pelo Flamengo em 2024, durou apenas quatro meses no banco de reservas da Raposa. Sua demissão ocorre após um início de Campeonato Brasileiro sem vitórias em seis rodadas, com apenas três pontos somados e a equipe ocupando uma das lanternas da competição.

Os números são ainda mais impressionantes, o primeiro demitido foi Jorge Sampaoli na terceira rodada, depois do empate em 3 a 3 contra o Remo. O anúncio oficial da mudança aconteceu no dia 12 de fevereiro, 31 dias antes da demissão no rival Cruzeiro.

A disputa dos campeonatos estaduais concomitantemente com o torneio nacional também serviu para aumentar os números. O Vasco foi o segundo a mudar de comando no Brasileirão, mas como consequência de uma derrota no Campeonato Carioca, diante do Fluminense que acabou sendo a gota d’água para Fernando Diniz. Juan Carlos Osório sofreu o mesmo no Remo, perdendo o emprego depois da derrota na primeira final do Campeonato Paranaense.

Ao curso do campeonato brasileiro também ocorreram demissões que não foram relacionadas a um resultado imediato. Filipe Luís no Flamengo, caiu depois da goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, classificando o Rubro Negro para a final do Carioca.

No São Paulo, Hernán Crespo deixou o time dividindo a liderança do Brasileirão, mas com episódios de desgaste interno por conta do discurso do argentino em entrevistas.

A última vítima, por hora é Tite, que cai uma semana depois de comemorar o título do Campeonato Mineiro com o Cruzeiro. Durante a festa do título, o treinador chegou a receber a já folclórica declaração de “prestígio” do dono da SAF da Raposa, Pedro Lourenço, que apontou o título como uma “prova” do trabalho do treinador.

O crescimento financeiro do futebol brasileiro, impulsionado por investimentos pesados em contratações, elevou a exigência sobre os resultados de forma exponencial.

O Cruzeiro, desde que passou a ser gerido por Pedro Lourenço, investiu forte para se tornar uma força na América do Sul, mas a pressão por retorno imediato tem cobrado seu preço.

Com a saída de Tite, o Cruzeiro agora busca um novo nome no mercado. O auxiliar Wesley Carvalho assume interinamente enquanto a diretoria procura um substituto. Entre os possíveis substitutos nomes sob a mesa dois nomes Filipe Luís, e Marcelo Gallardo, ex-River Plate, surgem como opções.

Foto Crédito Staff Cruzeiro